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O papel do educador social no Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Muito se fala em educação social atualmente, mas para começarmos conversar sobre, é necessário indicar definições básicas do que se trata, educação social pode se caracterizar como uma responsabilidade coletiva, que percorre todas as instâncias, faixas etárias e lugares. Relaciona-se, então, com processo, transformação, mudança e adaptação, principalmente da parte do educador, pois numa educação formal aquilo que precisa ser passado é algo que vem como um conteúdo pronto, mesmo que de forma dinâmica, já na educação social é necessário que sempre se tenha uma estratégia diferente para tratar de assuntos diferentes. O Educador Social tem um papel primário de aproximação da realidade, pois é extremamente importante para esse ator que se conheça a realidade da sua demanda (família, bairro, comunidade,...), para assim estabelecer relações e apoiar no trabalho de acolhimento, escuta e orientação. Além disso, uma das principais características do educador é a observação atenta, pois através dessa observação se revelam os mais diversos casos a serem acolhidos e encaminhados, quando necessário.

O dia 18 de Maio é conhecido como “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, instituído pela Lei Federal 9.970/00, onde a campanha visa “mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, especialmente o direito de crescerem saudáveis e livres do abuso e da exploração sexual.” (Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Rede ECPAT Brasil, 2020.)

Existem alguns comportamentos que podem sinalizar que tal violência esteja ocorrendo com crianças e adolescentes ao nosso redor. Alguns desses sinais podem ser: comportamento sexual inadequado para a idade, falta de confiança em adultos, agressividade, falas sobre querer fugir de casa ou já ter fugido, vergonha excessiva, sentimento de culpa, baixa auto-estima, entre outros fatores que devem ser observados individualmente dentro do grupo pelo educador. Porém, essa aproximação só irá acontecer de acordo com o vínculo que o educador estabelece com a criança e o adolescente, para que o mesmo se sinta confortável e seguro em conversar com um adulto, pois como dito anteriormente, essa confiança foi quebrada em algum momento, e se esse vínculo não estiver efetivado, independente da atividade proposta pelo educador, essa criança não se sentirá confortável para se abrir e dizer de algum caso que tenha presenciado, escutado ou vivido.

Além disso, o educador, por meio de atividades e diálogos, pode orientar a criança e/ou o adolescente sobre como identificar e agir se em algum momento sentir que alguém está se aproximando de forma desrespeitosa e que a incomode, utilizando de vocabulários e atividades que estejam de acordo com a faixa etária do grupo. Além de fornecer informações/conhecimentos, o educador pode e deve contar com a participação de profissionais especializados, até o encaminhamento para outros profissionais (médicos, psicólogos, etc.) e outros órgãos (Conselho Tutelar).

Sendo assim, o principal foco do educador nesse movimento é o de estar com sua demanda de forma inteira e atenta, contribuindo para garantir que crianças e adolescentes tenham seus direitos preservados e efetivados. Vale também ressaltar a importância da mobilização e participação dos diversos setores para que as ações e o objetivo sejam alcançados de forma eficaz.É necessário acima de tudo que se compreenda que cada um tem o seu tempo e sua maneira de reagir a tal sofrimento, ou então veremos mais casos acontecerem e continuarem invisíveis aos olhos da sociedade.

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