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DIA DO CINEMA BRASILEIRO | Principais diretores e suas obras

Em 19 de junho de 1898 chegava à baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, o navio Brésil vindo de Bordeaux na França, a bordo estava Afonso Segreto, italiano, que fez na Europa um curso sobre operação de cinematógrafo. Aproveitando o cenário do Rio de Janeiro, Afonso grava as primeiras imagens em vídeo do Brasil, onde mais tarde junto a seu irmão, fundaria a primeira produtora de cinema nacional e também a primeira revista especializada. Em homenagem, no dia 19 de junho é comemorado o Dia do Cinema Nacional, de lá pra cá muito coisa mudou, o cinema brasileiro se transformou e nos últimos 20 anos segue mais vivo do que nunca, aproveitamos a deixa pra trazer alguns dos nossos principais diretores e suas obras nessas duas décadas:

FERNANDO MEIRELES: Cineasta de 64 anos, fez sua estréia nas telonas com Menino Maluquinho 2 em 1998, mas foi em 2002 com Cidade de Deus que o diretor foi aclamado pela crítica nacional e internacional. O filme conta A história de Buscapé (Alexandre Rodrigues) que vive na Cidade de Deus, comunidade carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da comunidade onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.




JOSÉ PADILHA; José Bastos Padilha Neto tem 52 anos, sua estreia na direção foi com o documentário premiado, Ônibus 174 de 2002, em 2007 lança seu primeiro longa de ficção e um dos filmes mais pirateados da história: Tropa de Elite.

Nossa sugestão é sua continuação Tropa de Elite 2 de 2010, onde Nascimento (Wagner Moura), agora coronel, foi afastado do BOPE por conta de uma mal sucedida operação. Desta forma, ele vai parar na inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Contudo, ele descobre que o sistema que tanto combate é mais podre do que imagina e que o buraco é bem mais embaixo. Seus problemas só aumentam, porque o filho, Rafael (Pedro Van Held), tornou-se adolescente, Rosane (Maria Ribeiro) não é mais sua esposa e seu arqui-inimigo, Fraga (Irandhir Santos), ocupa posição de destaque no seio de sua família.


ANNA MUYLAERT: Nascida em 21 de abril de 1964, seu primeiro longa foi Durval Discos, de 2002. Já em 2015 Anna tem seu filme de maior repercussão, Que Horas Ela Volta, o longa retrata a história da pernambucana Val (Regina Casé) que se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica (Camila Márdila). Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho (Michel Joelsas), morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, Jéssica telefona para a mãe, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova de vestibular que Fabinho. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.

KLEBER MENDONÇA FILHO: com 51 anos, o diretor que também é crítico de cinema, foi mais um que estreou nos cinemas com um documentário Crítico de 2008, sua última obra é o, também aclamado pela crítica Bacurau, de 2019, onde pouco após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos, os moradores de um pequeno povoado localizado no sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade pela primeira vez. Quando carros se tornam vítimas de tiros e cadáveres começam a aparecer, Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino), Plínio (Wilson Rabelo), Lunga (Silvero Pereira) e outros habitantes chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Onde começam a buscar identificar o inimigo e criar coletivamente um meio de defesa do pequeno vilarejo.

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